LIVROS


Vestígios [Edição do Centro Catecumenal da Igreja do Porto, 2000]; Quando o verão acabar [Quasi Edições, 2002]; Para morrer [Quasi Edições, 2004]; Melopeia [Cosmorama Edições, 2004]; O fogo e outros utensílios da luz [Quasi Edições, 2005]; Assim na terra [Cosmorama Edições, 2005]; Oráculo [Quasi Edições, 2006]; Zerbino [Cosmorama Edições, 2007] [2.ª ed.: 2008]; Diáspora [Cosmorama Edições, 2009], definição do corpus poético, com o inédito Ataúde [2.ª ed.: 2011; 3.ª ed.: 2013; 4.ª ed.: 2013]; Antípoda [Casa Mãe, 2017]; Autópsia [poesia reunida] [Porto Editora, 2019] [2.ª ed.: 2020]; Como um ofício [Officium Lectionis, 2021].

José Rui Teixeira reuniu a sua poesia em Autópsia [Porto Editora], livro que inaugurou a coleção «elogio da sombra», coordenada por Valter Hugo Mãe. Desdobram-se em Autópsia dois ciclos de seis anos da sua poesia: Diáspora [2003-2008] e Antípoda [2013-2018], a que se somam cinco inéditos de 2018. Em Autópsia, a poesia de José Rui Teixeira dialoga com quatro textos: de Miriam Reyes, Rui Nunes, Ana Paixão e José Pedro Angélico.
Durante 2019, as apresentações de Autópsia reuniram inúmeros escritores: Andreia C. Faria, Daniel Jonas, Daniel Maia-Pinto Rodrigues, Jorge Melícias, José Luís Peixoto, Matilde Campilho, Miriam Reyes, Rui Nunes e Valter Hugo Mãe.
Também em 2019, foram publicados 22 poemas [traduzidos para espanhol por Martín López-Vega e Miriam Reyes] na Guaraguao [Revista de Cultura Latinoamericana, año 23, n.º 60, CECAL / Centro de Estudios y Cooperación para América Latina, Barcelona, 2019, pp. 191-200]. Os poemas de Oráculo e Ataúde foram traduzidos para galego por Genaro da Silva [www.tr3sreinos.com] e alguns poemas de Para morrer e de Ataúde foram traduzidos para catalão por Ponç Pons.
No dia 25 de julho de 2019, Helena Teixeira da Silva escreveu no Jornal de Notícias: «Este ano, a Porto Editora lançou a colecção “elogio da sombra” coordenada pelo escritor Valter Hugo Mãe. Fisicamente, a edição não podia ser mais depurada e bonita. Mas o que conta são os autores escolhidos. Entre a meia dúzia já publicada — desde a maravilhosa Andreia C. Faria à surpreendente Isabel de Sá —, vale mesmo a pena reter a reunião de poesia do teólogo e poeta portuense José Rui Teixeira. Autópsia é uma antologia assombrosa. E tudo o que sobre ela pudesse dizer-se seria sempre de menos».
A Porto Editora reeditou Autópsia em 2020.


A poesia de José Rui Teixeira está traduzida em várias línguas e está representada em manuais escolares, revistas literárias e inúmeras antologias, em Portugal, noutros países europeus e na América Latina.
Participou em inúmeros encontros nacionais e internacionais de poetas, entre os quais se destacam: IV Festival Internacional de Poesía Moncayo, Tarazona [Espanha], 2005; Correntes D’Escritas [7.ª edição], Póvoa do Varzim, 2006; e 10.º Festival Mundial de Poesía, Caracas [Venezuela], 2013; Correntes D’Escritas [20.ª edição], Póvoa do Varzim, 2019; Festa da Poesia, Biblioteca Florbela Espanca, Matosinhos, 2019; Rosalía en Camiño — Diálogos literários multilingües / Casa Rosalía de Castro, Padrón / Santiago de Compostela, 2021; Caravana Literária: Festa da Literatura e do Pensamento — Homenagem a Eduardo Lourenço, Guarda / Almeida / Foz Côa, 2021.
Entre outros estudos e artigos sobre a sua poesia [particularmente os de Fernando Guimarães, Pedro Sena-Lino, Helena Lopes e Fernando de Castro Branco], destaca-se a dissertação de mestrado de Eunice Maia: «José Rui Teixeira, entre a morte e a reminiscência do ventre» [Universidade da Beira Interior, 2008].
Em 2005, publicou Horizonte [Quasi Edições], um livro para crianças ilustrado por Joana Quental.


REVISTAS LITERÁRIAS | ANTOLOGIAS | MANUAIS ESCOLARES


Apeadeiro, n.º 4/5, inverno 2004, pp. 84-87; Águas furtadas, n.º 7, dez. 2004, pp. 52-53; Correntes D’Escritas, n.º 5, fev. 2006, pp. 41-42; Sulscrito, n.º 2, verão 2008, pp. 76-77; Pena Ventosa / Cadernos de Poesia, n.º 3, dez. 2011, p. 7; A Ideia, II série, vol. 17, n.º 73/74, outono 2014, p. 178; Devir [Revista ibero-americana de cultura], n.º 3, 2016, pp. 34-37; Eufeme, n.º 6, jan./mar. 2018, pp. 47-50; Guaraguao [Revista de Cultura Latinoamericana], n.º 60, año 23, 2019, pp. 191-200; Superna, n.º 11, primavera-estiu 2020, pp. 6-15; Nervo/9 — Colectivo de Poesia, setembro/dezembro 2020, pp. 33-36; Devir [Revista ibero-americana de cultura], n.º 7, 2021, pp. 48-53.

Anos 90 e agora, Quasi Edições, 2004, pp. 329-337; Os poemas da minha vida [Marcelo Rebelo de Sousa], Público, 2005, p. 195; O Livro de Natércia, Quasi Edições, 2005, p. 122; Uma luz de papel, Edições Eterogémeas, 2007, pp. 22-23; Michael Kegler [org./trad.], Hotel Ver Mar, Frankfurt, Verlag TFM, 2009, pp. 78-79; Wilmar Silva [org.], Portuguesia. Contraantologia, Belo Horizonte, Anome Livros, 2009, pp. 22, 157, 163, 174 e 182; Estamos juntos, Edições Tenacitas / Leigos para o Desenvolvimento, 2011, pp. 92-95; Raquel Molina [org.] e Estrella Gomes [trad.], Ocho miradas en el vértice, Caracas, Fondo Editorial Fundarte, 2012, pp. 272-305; Chus Pato [org.], Rosalía en Camiño. Diálogos literários multilingües, Padrón, Casa Rosalía de Castro, 2021, pp. 61-70.

Confluência [Língua Portuguesa, 7.º ano], Porto, Edições Asa, 2002, pp. 258-259; Confluência [Língua Portuguesa, 8.º ano], Porto, Edições Asa, 2003, pp. 12-13; Abordagens [Português, 12.º ano], Porto, Porto Editora, 2005, p. 341.


REFERÊNCIAS


Artigos publicados no Jornal de Letras, Artes e Ideias [JL]: Fernando Guimarães, «Quatro novos», in JL, 12 out. 2004, p. 25; Fernando Guimarães, «Aqueles cuja alegria é obra», in JL, 24 out. 2006, pp. 24-25; António Carlos Cortez, Fernando Pinto do Amaral e Fernando J. B. Martinho, «A novíssima poesia portuguesa. Doze autores dos anos 2000: quem são, como se definem, versos inéditos», in JL, 13 fev. 2007, pp. 10-20; Fernando Guimarães, «O silêncio, a concisão e a perda», in JL, 22 nov. 2017, pp. 12-13; António Carlos Cortez, «Sobre quatro poetas», in JL, 23 de abr. de 2019, p. 18.
Pedro Sena-Lino escolheu Para morrer como um dos melhores livros de poesia de 2004: Mil Folhas [suplemento literário do jornal Público], 2 jan. 2005, p. 8. Outro artigo do Pedro Sena-Lino: «Três vozes», in Mil Folhas, 15 jan. 2005, p. 10 [no qual se refere a Para morrer: «Indiscutivelmente um dos melhores livros de poesia de 2004»].
Outras referências: Fernando Guimarães, A poesia contemporânea portuguesa, Vila Nova de Famalicão, Quasi Edições, 2008, p. 143. Helena Lopes, «Talvez as fotografias vagamente/ desfocadas sejam as mais belas. Poesia e Media Visuais em José Mário Silva e José Rui Teixeira», in Pedro Eiras [coord.], Jovens ensaístas leem jovens poetas, Porto, Deriva Editores, 2008, pp. 122. Fernando de Castro Branco, «Diáspora, um percurso imaterial», in Colóquio/Letras, n.º 174, maio/agosto 2010, pp. 207-210. José Carlos Seabra Pereira, As literaturas em língua portuguesa [das origens aos nossos dias], Lisboa, Gradiva, 2019, p. 703.
Textos integrados nos seus livros: O fogo e outros utensílios da luz [Quasi Edições, 2005]: Eunice Maia, «A luz envolve-te como um manto» [pp. 67-70]. Assim na terra [Cosmorama Edições, 2005]: Pedro Sena-Lino, «De nenhum lugar se vê o corpo» [pp. 49-50]; Miriam Reyes, «A sensação de te habitar» [pp. 51-52]. Diáspora [Cosmorama Edições, 2011, 2.ª ed.]: Fernando de Castro Branco, «Diáspora, um percurso imaterial» [pp. 105-110]. Diáspora [Cosmorama Edições, 2013, 3.ª ed.]: Valter Hugo Mãe, «A memória de Deus» [pp. 7-9]; Fernando de Castro Branco, «Diáspora, um percurso imaterial» [pp. 189-194]. Diáspora [Cosmorama Edições, 2017, 4.ª ed.]: Valter Hugo Mãe, «A memória de Deus» [pp. 9-12]; Fernando de Castro Branco, «Diáspora, um percurso imaterial» [pp. 107-113]. Antípoda [Casa Mãe, 2017]: Rui Nunes, «Um texto indefeso [sinais de leitura]» [pp. 19-21]; Valter Hugo Mãe e Jorge Melícias, «Diálogo a propósito de Antípoda» [pp. 73-84]. Autópsia [Porto Editora, 2019]: Miriam Reyes: «Incurável» [pp. 7-9]; Rui Nunes: «Um texto indefeso [sinais de leitura]» [pp. 39-41]; Ana Paixão: «AUTÓPsiA em Si m» [pp. 157-161]; José Pedro Angélico: «Breviário para uma manhã que se faz tarde» [pp. 163-167].