José Rui Teixeira dedica-se fundamentalmente ao estudo de temas e autores no âmbito da história da cultura e da literatura portuguesa e ibero-americana: intercontextualidades e intertextualidades, do romantismo aos nossos dias.
Interessa-se ainda por temáticas nas áreas da teologia, filosofia, história da cultura e da arte, do humanismo cristão, da poesia portuguesa contemporânea e das relações entre poesia e transcendência, temáticas sobre as quais tem pronunciado conferências e comunicações, e escrito e publicado vários ensaios.


PROJETOS


O projeto MEMORIAL surgiu em 2006, em torno da vida e da obra de Guilherme de Faria. Desde então, dedica-se à recuperação, identificação e transcrição de documentos do espólio do poeta, assim como à reedição e divulgação da sua poesia. A partir de 2013, o projeto foi integrando outros poetas, estendendo o seu contexto histórico-cultural e literário, e [re]centrando-se no estudo da vida e obra de autores cuja memória foi esmaecendo, entre os quais se destacam José Duro, José Bruges d’Oliveira, António Hartwich Nunes e António Pedro. Em parceria com a Officium Lectionis, estão a ser publicadas as obras poéticas destes autores.

O projeto TEOTOPIAS nasceu em 2019, como uma comunidade informal de investigadores/autores que se dedicam ao estudo dos «lugares» em que a Literatura e a Teologia coexistem e dialogam, num amplexo que convoca as Artes e as Ciências Humanas. O projeto TEOTOPIAS promove investigação no âmbito das intersecções da Literatura e da Teologia, em parceria com unidades académicas e centros de investigação portugueses e estrangeiros; organiza um colóquio bienal no Centro Regional do Porto da UCP; em parceria com a Officium Lectionis, coordena uma biblioteca/coleção de ensaios no âmbito das hermenêuticas do religioso nos espaços literários; estuda e divulga a obra de autores que se situam interrogativamente diante da transcendência.

O projeto PENINSULARES surge em 2020, de uma parceria entre quatro Cátedras: Poesia e Transcendência | Sophia de Mello Breyner Andresen [Universidade Católica Portuguesa – Porto], José Saramago [Universitat Autònoma de Barcelona], Mário Cesariny [Universitat de les Illes Balears – Palma de Maiorca] e José Saramago [Università degli Studi Roma Tre], com o objetivo de desenvolver linhas de investigação no âmbito da cultura portuguesa e da literatura comparada, particularmente em contextos de diáspora e de diálogo intercultural.


INVESTIGAÇÃO INTEGRADA


Entre 2007 e 2012: doutoramento em Literaturas e Culturas Românicas na Faculdade de Letras da Universidade do Porto:
| «Vida e Obra de Guilherme de Faria. Os versos de luz por escrever», sob orientação de Maria João Reynaud, na condição de bolseiro da FCT e de investigador do Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória [FLUP] e do Centro de Estudos do Pensamento Português [UCP Porto].

Entre 2015 e 2016: pós-doutoramento na Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Católica Portuguesa [Braga]:
| «Acerca do desterro. Hermenêutica literária e arqueologia cultural», sob orientação de João Manuel Duque e Mário Garcia.

Entre 2018 e 2020: pós-doutoramento na Facultad de Filología da Universidad de Salamanca [Departamento de Literatura Española e Hispanoamericana, Cátedra José Antonio Ramos Sucre]:
| «José Antonio Ramos Sucre: o poeta insone», sob orientação de Carmen Ruiz Barrionuevo, conducente à edição de ‘Insónia’, antologia da poesia de Ramos Sucre.

No âmbito da colaboração com o Instituto de Pensamiento Iberoamericano [Universidad Pontificia de Salamanca], desenvolveu três projetos:
| «Poetas-filósofos ou filósofos-poetas? Disforia histórico-cultural no contexto português: entre Antero de Quental e Teixeira de Pascoaes» [O tema do Homem na literatura hispano-portuguesa contemporânea, 2014];
| «Fronteiras invisíveis. Manuel Laranjeira e Miguel de Unamuno: sobre o desterro e a vertigem suicidária na cultura portuguesa» [Poesia e Filosofia de Fronteira: diálogos e intertextualidades, 2016];
| «Entre a ínsula e a península. Subsídios para uma contextualização histórico-cultural do iberismo: o metropolismo de Mário Saa à luz do hispanismo de António Sardinha e da ibericidade de Fernando Pessoa» [Iberismo e identidade cultural ibérica, 2018].

No âmbito da colaboração com o Centre de Recherches Interdisciplinaires sur les Mondes Ibériques Contemporains [Université Paris-Sorbonne], desenvolveu dois projetos de investigação:
| «Aquela espécie de mulheres que estão sempre na margem daquilo a que pertencem: o caso de Judith Teixeira» [Femmes oubliées dans les arts et les lettres au Portugal, 2015];
| «Qualquer coisa de intermédio. Da estesia à astenia: o sono abúlico, a morte e outras derivas intertextuais na poesia de Mário de Sá-Carneiro» [Paris, Mário de Sá-Carneiro et les autres, 2016].

Enquanto membro da Asociación Latinoamericana de Literatura y Teología, desenvolveu dois projetos:
| «Un modo de amarte dentro del tiempo. Sobre la nostalgia de dios en la poesía de Daniel Faria» [El amado en el amante: figuras, textos y estilos del amor hecho historia — Pontificia Universidad Católica Argentina / Buenos Aires, 2016];
| «No princípio era a ilha: eutopia, distopia e outros deslocamentos da temporalidade em Os dias contados, de José Tolentino Mendonça» [Teopoética: Mística e Poesia — Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, 2018].


Outros projetos, desenvolvidos no âmbito da atividade da Cátedra Poesia e Transcendência, entre 2017 e 2019:
| «A vida é um simulacro. Leituras de Húmus de Raul Brandão e de Grito de Rui Nunes» [no contexto do centenário da publicação de Húmus, de Raul Brandão — 2017];
| «O onirismo místico de Dalila Pereira da Costa em Encontro na Noite» [no centenário do nascimento de Dalila Pereira da Costa — 2018];
| «Vestigia Dei. Uma leitura teotopológica da literatura portuguesa» [nos 40 anos da morte de Ruy Belo — 2018];
| «No tempo divido. Mistagogia da temporalidade na poesia de Sophia» [no centenário do nascimento de Sophia de Mello Breyner Andresen — 2019];
| «Ofício de morrer. O corpo e a morte na poesia de Daniel Faria [um tríptico para o desdobramento da imolação]» [nos 20 anos da morte de Daniel Faria, 2019].