Como editor, José Rui Teixeira publicou quase duzentos livros, com chancelas como Cosmorama Edições, Universidade Católica Editora e, desde 2021, Officium Lectionis. É um dos mais reconhecidos editores de poesia em Portugal, tanto contemporânea como memorial, encontrando-se a coordenar a edição crítica de obras poéticas como as de António Nobre, Teixeira de Pascoaes e Guilherme de Faria.


Frequentou, em 1994, os cursos de Géneros Jornalísticos e Técnicas de Titulação e Paginação promovidos pelo Centro Protocolar de Formação Profissional para Jornalistas [CENJOR].

Fundou, dirigiu e integrou o conselho de redação de várias publicações académicas, eclesiais e literárias.

Foi responsável pela revisão científica de traduções da Oxford University Press.

Organizou e prefaciou/posfaciou inúmeras edições de natureza literária e teológica.

Coordenou edições do Secretariado da Cultura da Diocese do Porto: “Bento XVI em Portugal” [2010] e “Morreste-me: a morte e a esperança cristã” [2010]; e da Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti: “Memórias e Rumos” [2014].


COSMORAMA EDIÇÕES


José Rui Teixeira criou a Cosmorama Edições em 2004, com a publicação de “Melopeia”. Nos primeiros três anos, foram publicados vinte livros, entre eles: “Iniciação ao remorso”, de Jorge Melícias, “Bela adormecida”, de Miriam Reyes, “A meta física do corpo”, de Rui Lage [com a primeira antologia da poesia de Valter Hugo Mãe], “Estende a mão ao milagre”, de Hilde Domin, “Dominga”, de Agustina Bessa-Luís, “A vocação dos homens silenciosos”, de Sandra Costa, e “O percurso da luz”, de Carlos Alberto Braga.

Nos três anos seguintes, foram publicados mais trinta livros. Aos nomes de António Ramos Rosa e Ana Hatherly, juntaram-se os de Amadeu Baptista, Fernando de Castro Branco e Luís Soares Barbosa. Entre as estreias, destacaram-se: Andreia C. Faria, Catarina Costa e João Moita. A Cosmorama publicou ainda “Espelho negro”, de Miriam Reyes, e “Pornografia erudita”, de Valter Hugo mãe — e reuniu pela primeira vez a sua poesia em “Folclore íntimo”, assim como as obras poéticas de José Rui Teixeira [“Diáspora”], Jorge Melícias [“Disrupção”] e Fernando de Castro Branco [“A carvão”]. No contexto do centenário do nascimento de Guilherme de Faria, em 2007, foi reeditada a antologia “Saudade minha [poesias escolhidas]”, assim como uma antologia da poesia de Teixeira de Pascoaes [“Crepúsculo”].

Seguiram-se livros de Pedro Sena-Lino, João Moita e Fernando de Castro Branco; “Pensamentos e máximas”, de Teixeira de Pascoaes [edição organizada por António Cândido Franco], e “S. Francisco. Visão franciscana da vida”, de Leonardo Coimbra.

Em 2013, a Cosmorama reinventou-se, com uma expressão académica no âmbito dos estudos humanísticos, com trabalhos de Joaquim Teixeira, Henrique Manuel Pereira, Fernando de Castro Branco e José Rui Teixeira, entre outros. Mas não diminuiu a sua expressão literária: sucederam-se livros de poetas portugueses como Jorge Melícias, Carlos Alberto Braga, Nuno Júdice e Eduardo Quina, entre outros; e de poetas iberoamericanos, como é o caso de Hugo Mujica e María Negroni [Argentina], Daniela Camacho [México], Miriam Reyes e Martín López-Vega [Espanha]. Destacam-se os livros “Duma só coisa quis saber”, de Leonel Oliveira, e “A margem de um livro”, de Rui Nunes.


UNIVERSIDADE CATÓLICA EDITORA | PORTO


Entre 2011 e 2013, foi diretor da Universidade Católica Editora [UCE Porto], tendo coordenado a edição de mais de vinte obras, entre as quais se destacam: “Fronteiras: leituras filosófico-teológicas” [2011], de João Manuel Duque; “Fernando Pessoa e o Quinto Império” [2012] e “A filosofia da religião em Portugal [1850-1910]” [2013], ambos de Afonso Rocha.


OFFICIUM LECTIONIS


Este projeto editorial nasceu no final de abril de 2021, com a publicação de “No íntimo de uma gramática morta”, de Rui Nunes. Desde então, foram publicados mais de sessenta livros.

Na biblioteca de literatura memorial, estão a ser editadas as obras poéticas de António Nobre, Teixeira de Pascoaes, Guilherme de Faria e António Pedro. Foram publicados — entre outros livros — um cancioneiro inédito de Frei Agostinho da Cruz, a poesia completa de José Duro e de Maria Eulália de Macedo, antologias da poesia de José Antonio Ramos Sucre e Hilde Domin, e o último livro de José Bruges.

Na biblioteca de literatura contemporânea, foram publicados livros de Rui Nunes, Jorge Melícias, Fernando de Castro Branco, Carlos Alberto Braga, Genaro da Silva, Sandra Costa, Valter Hugo Mãe, Miriam Reyes, José Rui Teixeira, Eduardo Quina, Rodrigo Garcia Lopes, Luís Soares Barbosa, Hugo Mujica, Martín López-Vega, Joaquim Félix de Carvalho, Raquel Patriarca, Liberto Cruz, Isabel de Sá, João Vasco Rodrigues, Jaime Rocha, Chus Pato, Ruy Ventura, Francisco Vinhas, Nieves Neira Roca, Ilda Figueiredo, Eduarda Chiote, Luis García Montero, José Almeida da Silva e Daniel Maia-Pinto Rodrigues.

Foram inauguradas uma biblioteca de estudos [com ensaística de José Rui Teixeira, José Pedro Angélico, Maria de Lourdes Pereira, Miguel García-Baró, Víctor Martínez-Gil, Carlos Nogueira, Carmen Ruiz Barrionuevo, Chus Pato e Fátima Vieira] e outra de desenho [com livros de Agostinho Santos, Luís Silveirinha, Nazaré Álvares e Rui da Graça].

Foram estabelecidas parcerias e assinados protocolos com o Ministério da Cultura, com a Direção Regional de Cultura do Norte, com municípios [entre os quais se destacam Barcelos, Amarante e Guimarães], com os Institutos Camões e Cervantes, com universidades ibéricas [cátedras, institutos e centros de investigação].