Teólogo com reconhecimento eclesial e académico no espaço ibero-americano, particularmente no âmbito da pastoral da cultura, foi responsável pela iniciação cristã de adultos na Igreja do Porto; orientou cursos, encontros, retiros e peregrinações; participou e interveio em inúmeras iniciativas eclesiais e académicas; foi escolhido para biografar a vidente de Fátima e carmelita Lúcia de Jesus, no contexto do seu processo de beatificação e canonização.
As suas leituras, no âmbito da história da Igreja e da antropologia e sociologia da religião, têm sido escutadas em importantes eventos, como quando o Papa Francisco consagrou a Rússia e a Ucrânia ao Coração Imaculado de Maria [RTP 1 e 3, no dia 25 de março de 2022] e na Jornada Mundial da Juventude de Lisboa [Antena 1, de 31 de julho a 6 de agosto de 2023], e reportagens [como “Refugiados na fé”, SIC, 2 de abril de 2022].


CAPELA DE FRADELOS E CENTRO CATECUMENAL DA IGREJA DO PORTO


Integrou a Comunidade da Capela de Fradelos, no Porto, entre 1998 e 2017, à qual presidiu desde 2012, por indicação de D. Manuel Clemente e de D. António Francisco dos Santos, Bispos do Porto.

Entre 1998 e 2013, juntamente com o presbítero Leonel Oliveira, foi responsável pela iniciação cristã de mais de quinhentos catecúmenos no Centro Catecumenal da Igreja do Porto; presidiu a centenas de sessões catecumenais, organizou e promoveu retiros, encontros de reflexão e oração, conferências e uma série de outros projetos culturais de mundividência cristã.

Coordenou a edição de “Duma só coisa quis saber” [2013], livro em que se reúnem conferências pronunciadas por Leonel Oliveira [entre 1993 e 2010] e artigos publicados nos “Cadernos” do Centro Catecumenal. E coordena a edição de “Actos e Actas”, dois volumes com a colaboração que este presbítero manteve [entre 1985 e 2007], no semanário diocesano “Voz Portucalense”.


CONGAUDEANT | CAMINHOS DE SANTIAGO


“Congaudeant catholici” é um antigo cântico dos peregrinos a Compostela, composto por Albertus Parisiensis no século XII e integrado no “Codex Calixtinus”. Do verbo latino “congaudeo” [que significa “alegrar-se com”], “congaudeant” é um convite à alegria partilhada, a alegria que os peregrinos testemunham no Caminho e na experiência transfiguradora da chegada à Catedral de Santiago.

José Rui Teixeira percorreu, desde 1995, mais de cinquenta vezes os Caminhos de Santiago.

No ano letivo de 2001.02, criou o projeto CONGAUDEANT, no contexto da comunidade educativa do Colégio Luso-Francês. Durante mais de vinte anos, este projeto implicou mais de cinco mil alunos em cerca de quarenta peregrinações a Santiago de Compostela. Assim nasceu e foi crescendo uma comunidade de peregrinos reunida em torno da experiência do Caminho de Santiago, da sua espiritualidade e tradição.


SANTUÁRIO DE FÁTIMA


Da sua colaboração com o Santuário de Fátima, destacam-se dois artigos na revista “Fátima XXI”: “Os vossos jovens terão visões. As crianças de Fátima e a visão do [in]visível” [n.º 2, out. 2014, pp. 64-66]; “O caminho que te conduzirá até Deus” [n.º 7, jun. 2017, pp. 24-25], tendo coordenado o caderno temático sobre o Imaculado Coração de Maria no n.º 7 desta revista.

Em 2017, pronunciou a conferência da Jornada de Abertura do Ano Pastoral da Diocese de Leiria-Fátima, no Centro Pastoral Paulo VI: “Tempo de graça e misericórdia: dar graças pelo dom de Fátima” [“Guia do Peregrino 2017-2018: Tempo de Graça e Misericórdia”, Fátima: Santuário de Fátima, 2017, pp. 19-30]; e, em 2019, no Simpósio Teológico-Pastoral “Fátima, hoje: que caminhos?”: “A Criação como paradigma da Peregrinação” [Fátima: Santuário de Fátima, 2020, pp. 35-49].

Em 2015 e 2016, foi censor teólogo do Processo de Beatificação e Canonização da Irmã Lúcia de Jesus e do Imaculado Coração.

No final de 2018, foi nomeado colaborador externo deste Processo pelo Postulador Geral dos Carmelitas Descalços. Em 2019 e 2020, escreveu a biografia de Lúcia de Jesus: “Mariae Luciae a Iesu et a Corde Immaculato. Biographia ex documentis”, in “Beatificationis et Canonizationis Servae Dei Mariae Luciae a Iesu et a Corde Immaculato. Positio super vita, virtutibus et fama sanctitatis”, Roma: Dicasterium de Causis Sanctorum, 2022, pp. 1313-1755.

Entre muitas outras colaborações: Os rostos de Fátima: fisionomias de uma paisagem espiritual.


PASTORAL DA CULTURA


Colaborou com Joaquim Azevedo, entre 2010 e 2018, no Secretariado da Pastoral da Cultura da Diocese do Porto. Nesse contexto, coordenou a edição de “Bento XVI em Portugal” [2010], “Morreste-me: a morte e a esperança cristã” [2010] e “Ecce Homo [2008.10]” [2011]. Em 2010, no Centro Regional do Porto da Universidade Católica, organizou o simpósio “A pergunta na hora de partir”, sobre a morte e a esperança na arte e na literatura [com conferências, uma exposição de esculturas de Karin Somers e a execução de “Quarteto para o Fim dos Tempos”, de Olivier Messiaen]. Em 2012, no Museu de Serralves, organizou o colóquio “Ver o invisível, dizer o indizível”, no qual intervieram Jaime Rocha, João Manuel Duque, Siza Vieira, Valter Hugo Mãe e Manoel de Oliveira. Entre 2011 e 2013, coordenou os três “Encontros de Artistas” com o Bispo do Porto, D. Manuel Clemente, no Auditório da Casa Episcopal. Em 2017, participou na mesa-redonda “Desamordaçar o futuro: a voz dos cristãos no mundo contemporâneo”, com Guilherme d’Oliveira Martins, no Auditório da Escola Básica de Matosinhos.

Tem colaborado com o Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, particularmente no website www.snpcultura.org.


Entre 1993 e 1994, integrou o Coro da Sé Catedral do Porto, sob a orientação do cónego Ferreira dos Santos. Destacam-se a “Missa em dó menor” de Mozart [K. 427 ‘A Grande’] e a “Magnificat” de Bach [BWV 243], na Igreja do Mosteiro de S. Bento da Vitória, no Porto, no dia 10 de dezembro de 1993.