Desde 2013 que guardo poemas manuscritos nas páginas quadriculadas dos meus moleskines. Poemas que foram sendo escritos em deriva: Barcelona e Praga, Caracas e Buenos Aires, Roma, Paris… e em lugares tão improváveis como Cumaná — no norte da Venezuela, junto ao mar das Caraíbas — e Quiberon, na arestas bretãs do Atlântico.
O Rui Nunes prefaciou os trinta poemas de «Distúrbio do sono», aos quais acrescentei outros sete: «Vórtice». O Valter Hugo Mãe acolheu estes 37 poemas e publicou «Antípoda», primeiro livro dessa tão idiossincrática chancela a que chamou: Casa Mãe. Nas últimas páginas do livro, como se fosse um posfácio, o Valter e o Jorge Melícias dialogam sobre a minha poesia. «Antípoda» reúne, assim, cinco anos de poesia inédita e três amigos que são, simultaneamente, três dos autores portugueses contemporâneos que eu mais admiro.
No próximo dia 16 de setembro, pelas 17h.30, no Centro Regional do Porto da Universidade Católica [Foz], no Auditório Carvalho Guerra: eu, o Rui Nunes, o Jorge Melícias e o Valter Hugo Mãe conversaremos sobre “um texto indefeso”, a propósito de «Antípoda» e de «A margem de um livro» do Rui Nunes.
Será um momento marcante… até porque passaram mais de dez anos sobre a edição do meu último livro de poesia inédita. Juntamente com «Antípoda», estará disponível a 4.ª edição de «Diáspora» e «A margem de um livro» do Rui Nunes [ambos com a chancela da Cosmorama Edições].