Quando morreu Jacques Le Goff [1924-2014], senti um profundo desamparo. Entre outras perdas, doeu-me particularmente a morte de Herberto Helder [1930-2015] e de Manoel de Oliveira [1908-2015]. A morte de Leonel Oliveira [1934-2015] deixou-me irremediavelmente ‘órfão de pai’. Depois foi Umberto Eco [1932-2016] e José Rodrigues [1936-2016], entre outros gigantes… aos ombros dos quais aprendi a olhar o mundo.
Philip Roth [1933-2018] morreu ontem. Júlio Pomar [1926-2018] também morreu ontem. Eduardo Lourenço [1923-] — que nasceu há 95 anos — foi hoje despedir-se de Júlio Pomar. Creio que disse, ao chegar ao velório: “Faço-lhe companhia antecipada”.