Inspirada nos versos de António Nobre: “Vejo passar a minha vida,/ Como num grande cosmorama”, a Cosmorama Edições nasceu em 2004, com a publicação de «Melopeia», de José Rui Teixeira. Nos primeiros três anos, foram publicados vinte livros, entre eles: «Iniciação ao remorso», de Jorge Melícias, «Bela adormecida», de Miriam Reyes, «A meta física do corpo», de Rui Lage [com a primeira antologia da poesia de Valter Hugo Mãe], «Estende a mão ao milagre», de Hilde Domin, «Dominga», de Agustina Bessa-Luís, «A vocação dos homens silenciosos», de Sandra Costa, e «O percurso da luz», de Carlos Alberto Braga.
Nos três anos seguintes, foram publicados mais trinta livros. Aos nomes de António Ramos Rosa e Ana Hatherly, juntaram-se os de Amadeu Baptista, Fernando de Castro Branco e Luís Soares Barbosa. Entre as estreias, destacaram-se: Andreia C. Faria, Catarina Costa e João Moita. A Cosmorama publicou ainda «Espelho negro», de Miriam Reyes, e «Pornografia erudita», de Valter Hugo mãe — e reuniu pela primeira vez a sua poesia em «Folclore íntimo», assim como as obras poéticas de José Rui Teixeira [«Diáspora»], Jorge Melícias [«Disrupção»] e Fernando de Castro Branco [«A carvão»]. No contexto do centenário do nascimento de Guilherme de Faria, em 2007, foi reeditada a antologia «Saudade minha (poesias escolhidas)», assim como uma antologia da poesia de Teixeira de Pascoaes [«Crepúsculo»].
Seguiram-se livros de Pedro Sena-Lino, João Moita e Fernando de Castro Branco; «Pensamentos e máximas», de Teixeira de Pascoaes [edição organizada por António Cândido Franco], e «S. Francisco — visão franciscana da vida», de Leonardo Coimbra.
Em 2013, a Cosmorama reinventou-se, com uma expressão académica no âmbito dos estudos humanísticos, com trabalhos de Joaquim da Silva Teixeira, José Félix Duque, Henrique Manuel Pereira, Fernando de Castro Branco e José Rui Teixeira, entre outros. Mas não diminuiu a sua expressão literária: sucederam-se livros de poetas portugueses como Jorge Melícias, Carlos Alberto Braga, Nuno Júdice e Eduardo Quina, entre outros; e de poetas iberoamericanos, como é o caso de Hugo Mujica e María Negroni [Argentina], Daniela Camacho [México], Miriam Reyes e Martín López-Vega [Espanha]. Destacam-se os livros «Duma só coisa quis saber», de Leonel Oliveira, e «A margem de um livro», de Rui Nunes.